terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Nestes últimos dias assisti a alguns filmes no cinema e nenhum foi excelente. Ficou sempre no mais ou menos, o que me fez pensar que então cinema não precisa ser algo memorável, pode ser apenas um entretenimento. Mentira, isso eu já sabia, eu queria mesmo encontrar um filme que me surpreendesse.
MEU NOME NÃO É JOHNNY é realmente um filme bobo, mas eu gosto de ver e ouvir histórias, então ok. ESTAMOS BEM MESMO SEM VOCÊ e A CULPA É DO FIDEL têm lá seu charme, mas nada demais. O único que me chamou mais atenção até agora foi A VIDA DOS OUTROS, sem dúvida um bom filme, boa história, direção e atores. Algo nele me fez sair com vontade de chorar, mas não de tristeza. Algo que mostra a beleza do ser humano, nada a ver com bondade, mas de ser bonito pq único, bonito pq ambíguo.

Provavelmente preciso dar uma passada na locadora...

Dica de filme interessante, porém já todo contado e esmiuçado, vá lá, pegarei assim mesmo pois o dono da dica é exigente até as raízes sabe-se lá do que: é O INQUILINO (do Polanski).

Pelo menos com os livros não tenho me decepcionado. Terminei o ano lendo dois barra pesada pq tratam de temas tão comuns e tão assustadores: angústia, minha gente, a boa e velha angústia e nada mais nada menos do que a morte. São eles: A MORTE DE IVAN ILLITCH - do Tolstói e FACE A FACE - do Bergman. Muito bons. Agora estou mais light e leio os presentes de natal - APRENDENDO A VIVER - Clarice Lispector e EU SEI QUE VOU TE AMAR - Arnaldo Jabor.
Como diria Freud, quer ser psicanalista, leia literatura! Sigo o conselho, até pq tô cheia de ler tanta psicanálise. Sinto falta de ler poesia e relembrar a intensidade de outrora, mas isso já é um outro papo...

Um comentário:

clara crocodilo disse...

Achei um bom filme mediano, não vi tudo isso, tem trama, mas cinema é mais q isso, tipo esse filme não tem um plano mais construído,não tem um montagem, não tem uma fotografia diferente, não questiona linguagem, não tem invençao, só narrativa clássica